Lançado em novembro de 2017 pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR), o livro "Para além da sala de aula. Extensão Universitária e Planejamento Urbano e Regional" conta com a organização de Camila D’Ottaviano (FAUUSP) e João Rovati (UFRGS).

O livro está dividido em três partes:

Parte I, reúne artigos que retratam as discussões ocorridas na Sessão Especial do XVII ENANPUR intitulada Planejamento Urbano e Regional no Brasil Contemporâneo.

Parte II reúne quatro textos que relatam atividades e discussões realizadas durante o XVII ENANPUR e algumas das experiências de extensão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP).

A última parte do livro é um “Posfácio Afetivo”, escrito por Luciana Lago.

 

O LabLaje teve o prazer de contribuir, na Parte II, com o capítulo 6. A extensão da pós-graduação: construção de diálogo entre favela e academia, no qual aborda as experiências do I Oficina Favelas, assim como da Oficina de Práticas Urbanas, que organizou em parceria com o prof. Jonathas Magalhães (PUC-Campinas), durante o XVII ENANPUR, em maio de 2017.

A EXTENSÃO NA PÓS-GRADUAÇÃO:
construção de diálogo entre favela e academia
Coletivo LabLaje

"No tripé em que se baseia a academia – ensino, pesquisa e extensão – se destaca, na extensão, o potencial de proximidade, de aplicação prática e experimentação em contextos reais e junto à sociedade civil.


Apesar de ser reconhecidamente a parte mais fragilizada deste tripé, com muitos desafios a ultrapassar – tais como a necessidade de tempo
de dedicação consagrado para professores e alunos, reduzidos apoios e recursos, e por vezes imposições burocráticas difíceis de contornar –,
ainda é na extensão que a comunidade acadêmica encontra, na maioria das formações, a possibilidade de experimentação dos conhecimentos adquiridos, das técnicas e ferramentas, além da aproximação
com a realidade social a qual a formação acadêmica por vezes negligencia.

 

Por isso, experiências de extensão estão muitas vezes relacionadas com
práticas de engajamento e militância, que em troca devolvem sentimentos de concretização e realização (mesmo e apesar das frustrações da realidade), o que potencializa a vontade e motivação do aluno e professor participante" [...]